DIGA NÃO À REFORMA TRABALHISTA

Resistir a todo custo contra a reforma trabalhista

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As bancadas de oposição no Senado, junto com dezenas de lideranças das centrais sindicais e dos movimentos sociais, se reuniram no final da tarde de hoje (10) para traçar as táticas para impedir a aprovação da reforma trabalhista, na votação da sessão deliberativa do Senado Federal, que está prevista para esta terça-feira (11).

A CTB participou da avaliação do quadro de senadores que já decidiram os seus votos, contra é a favor, da retirada dos direitos trabalhistas e também os senadores com quem ainda é possível conversar para que votem contra o fim da CLT.

Temer, denunciado, não tem moral para fazer nenhuma reforma

Na análise dos presentes, ficou nítido que o acolhimento do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer e a recomendação ao prosseguimento do processo, deixa claro que o governo não tem qualquer condição política, moral e ética para fazer reformas estruturantes.

Pela proposta dos senadores governistas, o Senado deveria aprovar a íntegra da proposta, com o suposto compromisso de que Temer iria vetar e/ou editar medidas provisórias que alterariam o texto. Entretanto, com a continuidade do processo denunciado pela PGR, ele poderá ser apeado da presidência e, consequentemente, nenhum compromisso sem credibilidade seria cumprido.

Terça-feira é dia de enfrentar a “mãe das batalhas”

Vicente Selistre, vice-presidente da CTB ressaltou o papel incansável dos parlamentares da oposição e aproveitou para convidar os senadores e deputados da oposição a se somarem aos manifestantes cetebistas que estarão na entrada do anexo II, na manhã da terça-feira, se manifestando contra “a mãe das batalhas”, como considerou Selistre.

João Paulo Ribeiro (JP) pediu a intervenção dos senadores para que as galerias do Senado sejam ocupadas pelas lideranças das entidades de classe, durante a sessão plenária. Ele também salientou que este dia 11 de julho não será um dia normal, pois não é possível que se aceite pacificamente que os históricos direitos da classe trabalhadora sejam assaltados.

Terça-feira (11), a partir das 9 horas, a entrada do anexo II será o ponto de encontro dos trabalhadores e trabalhadoras que resistirão a todo custo contra a supressão de seus direitos.

De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

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