
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca sindicatos, movimentos populares e a juventude para um Dia Nacional de Luta, com greves e manifestações em todo o país, para pressionar o Senado Federal a aprovar a PEC 221/19 que reduz a jornada de trabalho sem redução de salários e elimina a escala 6×1 e para barrar iniciativas classificadas como retrocessos nas relações de trabalho e ameaças à soberania nacional.
A mobilização ocorre diante do avanço de manobras no Senado contra a PEC 221/19, proposta que já obteve aval na Câmara dos Deputados e tem sido impulsionada por ampla pressão popular. Segundo a CTB, a luta pelo fim da escala 6×1 é um marco na defesa de direitos essenciais, com impacto direto sobre saúde, convivência familiar e qualidade de vida, e integra uma agenda mais ampla de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho.
No centro das preocupações está a articulação em torno de uma proposta apelidada por entidades sindicais de “PEC dos patrões”, associada ao senador Rogério Marinho (PL). De acordo com a CTB, a medida abre caminho para a jornada por hora e para a prevalência de acordos individuais sobre acordos coletivos, ampliando a vulnerabilidade do trabalhador e enfraquecendo a negociação coletiva.
A entidade também sustenta que a manutenção da escala 6×1 perpetua padrões históricos de exploração incompatíveis com os ganhos tecnológicos e com parâmetros internacionais de organização do trabalho. Ao defender a transição para um modelo com mais descanso e a conquista da jornada de 40 horas semanais, a CTB argumenta que a redução do tempo de trabalho é compatível com produtividade e desenvolvimento citando experiências históricas como a adoção de jornadas com dois dias de folga semanais já no início do século XX em economias avançadas.
Além do debate trabalhista, a CTB afirma que o tema está conectado à soberania nacional. A central denuncia pressões externas sobre a economia brasileira e critica ações políticas que, segundo a entidade, buscam subordinar interesses estratégicos do país a agendas estrangeiras, incluindo ataques ao comércio exterior e a setores considerados sensíveis, como terras raras e minerais críticos.
Com a convocação do Dia Nacional de Luta, a CTB busca ampliar a unidade entre centrais, sindicatos e movimentos sociais para construir uma resposta organizada no Parlamento e nas ruas, defendendo a aprovação da PEC 221/19 e rejeitando medidas que promovam precarização.
“Para barrar as manobras que tramitam no Senado Federal contra a PEC 221/19, é urgente ocupar as ruas de todo o país e construir unitariamente um Dia Nacional de Luta, com greves e manifestações para pressionar o Parlamento e garantir a aprovação da proposta”, afirma Adilson Araújo, presidente da CTB.
“A luta pelo fim da extenuante escala 6×1 não é apenas uma demanda por direitos trabalhistas fundamentais, mas também um pilar central na defesa da soberania nacional”, acrescenta Araújo.
“Contra a PEC dos patrões de Rogério Marinho e pelas vidas que importam mais do que os lucros deles, e em defesa da soberania, nossa resposta deve ser: um vigoroso Dia Nacional de Mobilização e Luta em que devemos ocupar as ruas de todo o Brasil”, conclui.
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