
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, em votação simbólica nesta quarta-feira (2), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala de trabalho 6×1. Esta importante vitória legislativa representa um passo significativo na redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, apesar da forte oposição de setores conservadores e bolsonaristas.
A aprovação na CCJ, que ocorreu de forma simbólica, reflete o apoio majoritário à proposta no colegiado. A PEC, que busca modernizar as relações de trabalho e garantir melhores condições para os trabalhadores brasileiros, enfrentou resistência explícita do senador Rogério Marinho (PL-RN), conhecido por sua postura contrária aos direitos trabalhistas. Marinho tentou tumultuar a votação, argumentando que a redução da jornada de trabalho destruiria a economia e proferindo ataques pessoais aos seus pares, chamando-os de “pessoas de má-fé ou burros”.
A retórica agressiva de Marinho provocou uma resposta imediata do senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC do fim da escala 6×1. Aziz rebateu as acusações, salientando que até mesmo membros do partido de Marinho apoiaram a proposta. “Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou a gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas… Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?”, questionou Omar Aziz. O relator também criticou veementemente a proposta alternativa apresentada por Marinho, que não prevê redução da jornada, fixa o pagamento por hora trabalhada e prioriza negociações individuais entre empregadores e empregados. Aziz acusou Marinho de defender exclusivamente os interesses do setor empresarial, afirmando: “A sua PEC é, sim, um projeto para patrões… Acordo individual, senador Rogério, é assédio ao trabalhador, sim. Acordo coletivo, não. Eu não defendo assédio ao trabalhador, eu defendo o acordo coletivo.”
Com a aprovação na CCJ, a PEC agora segue para o plenário do Senado. Embora o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-Amapá) ainda não tenha pautado a votação, ele se comprometeu a dar celeridade ao tema. A expectativa é de que a pressão da “cloaca patronal”, da mídia burguesa e dos senadores bolsonaristas se intensifique nas próximas horas e dias para tentar barrar o avanço da proposta que visa o fim da escala 6×1. Este avanço no parlamento é considerado uma vitória significativa para os trabalhadores, o sindicalismo e o governo Lula.
Matéria completa AQUI:
Jaguariúna e Região, [Data] – O SindMetal Jaguariúna e Região reafirma seu compromisso inabalável com a liberdade e os direitos
Leia mais
Formação realizada neste sábado, 19 de setembro, reforçou a importância da atuação da CIPA na proteção da saúde, na prevenção
Leia maisSindicato Dos Trabalhadores Nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas E Materiais Elétricos
De Jaguariúna, Amparo, Pedreira, Serra Negra E Monte Alegra Do Sul - Sindmetal