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Diretoras do SindMetal marcam presença na Marcha das Mulheres Negras, em Brasília

Manifestantes pró-impeachment e regime militar, acampados em frente ao Congresso, tentaram tumultuar a Marcha com ataques racistas e de violência. Um policial civil do Maranhão, integrante do grupo acampado, disparou três tiros para o alto e acabou detido pela Polícia Militar.

 

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As diretoras Sandra Vieira e Ângela Martinez participaram da 1ª Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver, ocorrida no dia 18 de novembro, em Brasília. A mobilização, organizada por entidades do movimento negro, teve a presença de boa parte da direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), entre centenas de militantes cetebistas. Outras centrais e movimentos sociais também participaram formando um enorme conglomerado de pessoas diante do Congresso Nacional.

“Mulher e negra é vítima duas vezes de preconceito. Engrossamos esta marcha para reforçar o nosso compromisso com as minorias, como sempre foi tradição de nossa diretoria”, afirma Sandra. Já para Ângela, o movimento serve para despertar a consciência da mulher negra na sociedade. “Somente através de lutas e de movimentos sociais como este é que conseguimos espaço nos veículos de comunicação para mostrar quem somos e o que queremos”.

Participaram do evento  o vice-presidente da CTB, Joilson Antônio Cardoso, o Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos, João Paulo Ribeiro, as secretárias de Igualdade Racial, da nacional e do DF, Mônica Custódio e Marilene Rodrigues, as secretrárias de Mulheres do Rio de Janeiro e Bahia, Kátia Branco e Marilene Betros, entre outros dirigentes estaduais e do Distrito Federal.

Desde que foi criada, a CTB incluiu a pauta do movimento negro entre as principais bandeiras de luta da central. Atualmente a entidade conta com 22 secretarias de Promoção da Igualdade Racial nos estados. Para a CTB, o racismo institucional, que dificulta o acesso de trabalhadores negros nos cargo executivos e de gerência das empresas e organizações públicas, deve ser fortemente combatido pelo movimento sindical. A central que mais cresce no Brasil tem fomentado o desenvolvimento de políticas públicas e lutado pela causa da população negra no campo político, econômico e social.

“Queremos a inserção das mulheres negras no mercado de trabalho, não atrás dos balcões e sim em cargos administrativos”, declarou Kátia Branco.

A representante da CTB baiana falou sobre a importância da marcha para as mulheres negras do estado. “É muito importante para nós, mulheres negras da Bahia, estado eminentemente negro, estarmos presentes nesta grande mobilização do nosso povo. Recebemos os menores salários, somos violentadas e sofremos discriminação. Esta luta empodera a mulher negra e nos dá esperança de uma vida melhor, um mundo melhor, um mundo de igualdade”, afirmou Marilene Betros.

Tati Menezes, da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), em Sergipe, disse que a CTB tem apoiado e contribuído com a estrutura das ações da UNEGRO sergipana. Tati informou que no próximo sábado (21) a central estará presente na primeira Marcha do Empoderamento Crespo, em Aaracajú.

“É também uma manifestação contra o racismo, que promove a aceitação da beleza negra. A CTB mais uma vez estará conosco, nos apoiando neste ato. A mulher negra está no topo da lista das oprimidas. Além de ser vítima do racismo, é também da violência e do machismo, em mais alto grau. Somos invisíveis em todas as frentes, todos os espaços. Então estas Marchas, aqui em Brasília e a nossa em Sergipe, contribuem para dar visibilidade a nós e a nossa luta. A gente costuma apoiar diversas pautas e as nossas, muitas vezes, são esquecidas ou vai na bandeira das outras. Estes atos promovem nosso protagonismo”, disse Tati.

A mobilização de hoje reuniu mais de 10 mil mulheres, entre elas, autoridades e lideranças nacionais e internacionais do movimento negro, como a representante da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Manifestantes pró-impeachment e regime militar, acampados em frente ao Congresso, tentaram tumultuar a Marcha com ataques racistas e de violência. Um policial civil do Maranhão, integrante do grupo acampado, disparou três tiros para o alto e acabou detido pela Polícia Militar. O homem teve um revólver calibre 38 apreendido.

Fonte:  Ruth de Souza – Portal CTB com informações do SindMetal

Fotos: Ângela Martinez

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